segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Capitulo 04.


Essa sou eu?

Muita loucura pra um dia só! - O que me deu pra agir assim? -eu andava de um lado para o outro falando sozinha. Três batidas na porta e eu me desesperei.
-Q...quem é? -gaguejei.
-Sou eu, Bruna. -um alivio me invadiu.
-Entra! -disse tentando me acalmar.
-O que ouve? Luan pediu pra eu vir aqui...
-Eu pirei, Bruna! -disse desesperada. -Eu beijei seu irmão, ele deve tá me achando uma doida.
-Você beijou o Luan? -gritou. -Me conta isso direito.
-Não grita, meu Deus! -pedi choramingando.
-Eu não sei o que me deu, juro, foi um erro.
-Um erro? - franziu a testa.
-Não sei, eu estou confusa. -quase gritei.
-Calma, me explica. -pediu baixo.
-A gente tava na sala... -contei toda a historia, tal como aconteceu e ela me olhava maravilhada.
-Vocês tão apaixonados, que lindo! -gritou. Olhei seria pra ela. -Desculpa.
-Eu não sei o que eu sinto, nem o que ele sente. Eu tô perdida...
-Eu vou te ajudar, mas você tem que se acalmar. -pediu sorrindo. -Luan te trata diferente, ele pode sim gostar de você.
-E ele pode também não gostar, não quero acreditar em algo que possa não existir.
-Vamos deixar pra amanhã, por agora, você tem que ficar calma e esperar. - tentou me tranquilizar.
-Obrigada, Bruna, eu estou tão confusa. -ri sem humor.
-Vou te ajudar.
-Não, eu prefiro deixar como está, se ele não falar nada vou entender como uma falta de interesse.
-Não, Barbara! -disse seria.
-Eu prefiro, vamos deixar assim, vai me ajudar mais assim. -eu disse por fim, ela, muito a contragosto assentiu.
-Tudo bem, você que sabe, mas vou fazer como esta pedindo. - me abraçou. Naquele momento eu soube que tinha uma amiga ali.
-Muito obrigada! -sorri tentando passar toda a amizade que ela me passou no abraço.

Bruna saiu do quarto e fechou a porta, aquela noite eu demorei um pouco para pegar no sono. Na manhã seguinte acordei bem cedo, Madalena já tinha preparado meu banho, levantei preguiçosa e fui até a banheira, tomei banho e vesti a roupa de Bruna que vesti quando cheguei, penteei o cabelo e sai do quarto. Quando cheguei no fim da escada avistei Luan na sala lendo um jornal, quis voltar para o quarto imediatamente, e teria o feito se ele não tivesse me visto.
-Bom dia! -me cumprimentou casual.
-Bom dia, Luan. -fiz o mesmo.
-Estava a sua espera. -disse e eu engoli em seco.
-Pra que? -perguntei.
-Vamos até a vila hoje, esqueceu? -falou dando de ombros.
-Ah, claro, esqueci não.-disse sem jeito.
-Vamos tomar café. -levantou me pegando pela mão. segui-o até a cozinha
 Tomamos o café em silencio , eu não puxei assunto em momento nenhum muito menos ele. Quando acabamos fui ate o quarto e fiz minha higiene bucal, Luan fez o mesmo, em seguida fomos até a parte de fora da casa e encontramos Jonas cuidado dos cavalos, ele sorriu e acenou para mim e eu retribui dizendo "bom dia".
 Na camionete. Luan deu partida e seguimos pela estrada, passamos pelo rio, pelos morros e eu contemplava as belezas daquele lugar.  O silencio, tempos depois passou a ser sufocante, mas eu não me atrevi a falar.
-Você está bem? - ele perguntou.
-Uhum, tô sim! -forcei um sorriso.
-Certo. -sorriu também e em seguida ligou o radio.
Logo chegamos a estrada de pedras que mascava a entrada da vila. Luan desceu do carro e veio até meu lado e o abriu para que eu saísse caminhamos lado a lado pela calcada da praça e ele me guiou até a pequena boutique do lado contrário ao restaurante que passamos ontem.
A loja era incrível por dentro, tinha uma aparência colonial como tudo ali naquele lugar.
-Bom dia, Sr. Santana e senhorita? - uma senhora muito bem vestida e simpática saldou na entrada da loja.
-Bom dia, Sra. Gorette, essa é Barbara. -Luan nos apresentou e eu dei um sorriso amistoso.
-Olá senhora. - ela me avaliou e abriu um sorriso amplo.
-Sua noiva? ela é encantadora! -admirou animada.
-Não senhora, estou na casa dele por um tempo. -respondi ficando envergonhada.
-Oh, me perdoe! Que indiscrição a minha. -ficou muito vermelha.
-Sem problema, Sr. Gorette! - Luan disse com um sorriso leve nos lábios. -Queremos ver o que você tem para essa moça.
-Ah! Ela tem um corpo maravilhoso, tudo vai ficar lindo nela. -bateu palmas, agitada. - Venha por aqui! - me agarrou pela mão e me puxou loja a dentro. Olhei para Luan como quem pede socorro e ele soltou uma gargalhada, me deixando sem ar, foi maravilhoso ouvi-la.

A mulher me mostrou roupas variadas, um pouco de tudo, cada peça mais linda que a outra. Eu separei algumas blusas básicas, umas calcas, e vestidos, Luan me ajudou a escolher vários,ele tem um otimo gosto.
-Obrigada! -sorri já na camionete.
-Eu prometi não é? - sorriu.
-Sim, mas eu tô agradecendo, pela sua gentileza e por tudo que fez por mim. - disse olhando nos seus olhos.
-Você é incrível, é um prazer ajudar. - sorriu de lado, fiquei em silencio.
-E- eu. - tentei falar e não consegui.
-Não fala nada, ta tudo bem! - se aproximou cuidadoso e com o mesmo cuidado me beijou. Foi diferente do primeiro, ele me pegou de surpresa, mas eu estava calma e o beijo foi criando uma certa intensidade. Mesmo sem querer paramos o beijo e ele ficou me olhando fixamente.  -Você é tão linda! -Para com isso... - fiquei sem jeito.
-Tô falando bem serio. -sorriu verdadeiramente.
-Não faz isso. - pedi baixo.
-Isso o que? -me olhou.
-Esse sorriso, me beijar, isso me confunde.
-Eu não posso ficar longe. -se aproximou e eu senti sua respiração. -Eu não posso e não quero.
-Luan, vamos ter calma, eu não sei nem quem eu sou direito e é muito difícil para mim.
-Eu espero, vou te ajudar a lembrar e vou te mostrar que você vai querer ficar aqui. -disse ainda próximo. Eu o olhei sorrindo. -Como eu posso não querer te beijar? - disse me puxando para um beijo.
Depois, Luan deu partida no carro e seguimos para a fazenda. Quando chegamos Bruna já estava lá e foi comigo para o quarto me ajudar com as roupas. Rimos muito arrumando as roupas enquanto Bruna contava historias divertidas.
Eu estava vermelha de tanto rir e Bruna igual.
-Que lindas! -Luan disse parado na porta do quarto.
-Irmão, venha cá estávamos falando de você. -Bruna contou ainda rindo, fiquei vermelha com o sorriso que ele me deu.
-É mesmo? o que as moças falavam? -riu sentando ao lado da irmã.
-Eu tava contando suas travessuras quando criança.
Que malandra, a Barbara está rindo assim por qual delas? -me olhou com um sorriso incrível.
-Lembra do primo Lucas? Quando ele desafiou você a ir até a vila com as roupas da tia Cristina? -caímos novamente na gargalhada.
-Ei! não riam de mim. Foi um desafio eu tinha que cumprir. -fez cara de zangado, mas logo se rendeu em gargalhada.
Ficamos rindo por algum tempo enquanto Luan contava suas historias, naquele momento, me senti tão em casa que me deu uma paz.
-Bruna, tenho que leva-lo até a casa da Camila, amanhã é a festa de aniversário dela. -Luan disse antes de deixar o quarto.

-Gostaria de ir comigo? vou ajuda-la com os preparativos. -Bruna chamou e eu fiz uma leve careta.
-Melhor não, ela não iria gostar.
-Mas ela mandou convida-la, vá amanhã, Luan e Jonas irão! -disse levantando sai com ela e seguimos para a sala de visitas.
-Eu irei, mas só amanhã. -disse rindo.
-Certo, até amanhã querida! -  me abraçou indo de encontro ao irmão.
-Logo voltarei. -Luan disse beijando-me na testa. Bruna nos olhou sorrindo.
-Tudo Bem! -sorri envergonhada

Subi até o quarto e tomei um banho e me vesti:
A casa estava em um silencio e eu decidi ir ficar um pouco com o Jonas que estava no celeiro.
-Olá! -Jonas sorriu ao me olhar. 
-Tudo bem? -perguntei sentando ao seu lado. 
-Tudo, como é bom ver você. -disse sorrindo. 
-Queria dar uma volta, mas eu tô sozinha e não posso. -disse com um olhar de quem pede algo. 
-Claro, vamos! eu acabei aqui com os cavalos. 
Jonas era de uma beleza única seus cabelos castanhos quase loiros, era forte e encantador.  Me acompanhou na caminhada. 
-Agora me fala de você. -depois de me contar tudo sobre a vida dele, me arrancar varias gargalhadas. 
-Eu não lembro. -disse sorrindo fraco. 
-Nossa, que burro! Desculpa Barbara. - disse apressado um pouco desesperado. 
-Calma, tudo bem, esquece isso. -sorri. -Eu não tô braba. - ri de sua cara preocupada. 
-Certeza que não? - perguntou. 
-Juro! 
Jonas tinha uma vida bem humilde e isso me chamou muito a atenção, eu adorei sua simplicidade e sua forma carinhosa. 
-Obrigada pelo passeio. -disse quando chegamos no celeiro. 
-Não foi nada, quando quiser pode me convidar. -riu - Não sou de negar nada a moça bonita. -piscou o olho me fazendo rir, isso foi o que ele mais fez durante o passeio. 
-Eu queria andar a cavalo. -disse olhando-o com um pedido. 
-Vamos! -me puxou pela mão até o cocheiro dos cavalos.

Me ajudou a subir no cavalo e subiu em seguida. Jonas brincou com tudo que pode me fazendo rir. Cavalgamos por toda a área da frente da casa, enquanto riamos sem parar.
-Eu preciso levar o cavalo de volta, tenho que ir até a vila.  -Jonas disse parando de rir.
-Claro, vamos. -disse ainda gargalhando.
Quando Jonas desceu do cavalo acabou se desequilibrando e me levando com ele para o chão, cai em cima de seu corpo e isso me livrou de algum machucado. Não conseguimos ficar de pé por conta das risada, mas as mesmas acabaram assim que ouvi uma voz conhecida.
-Barbara? - Luan tinha uma voz firme, preocupada e zangada. Jonas logo ficou de pé e me ajudou a levantar, isso tudo enquanto tentávamos parar de rir.
-Eu vou indo! - disse Jonas meio sem jeito. beijou minha testa assim como Luan fez mais cedo.
-Tchau.
Luan me olhou ainda mais zangado e nada disse apenas entrou na casa, entrei atrás dele completamente perdida pela sua atitude.




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Não sei se alguma de vocês permanecem aqui comigo, espero que sim, eu não tenho palavras para me desculpar, mas peço desculpa pela demora. Eu sei o quanto é chato esperar mais um capítulo e ele nunca chegar. Espero que me perdoem e que continuem acompanhando a história. Beijos e até breve. Prometo postar essa semana. ❤

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Capitulo 03.

Onde eu vim parar?

Depois de um sono levantei e resolvi sair um pouco para caminhar. A casa estava silenciosa e não encontrei ninguém pelos corredores, segui até a varanda e desci os quatros degraus sentindo a grama pela parte exposta dos chinelos.
 Segui pelo jardim até chegar a parte onde fica o estabulo.
-Onde está indo, senhorita? - reconheci Jonas perto dos cavalos.
-Só dando uma volta. -sorri.
-Cuidado senhorita, não vá muito longe. -aconselhou. -Eu mesmo lhe acompanharia, mas tenho que terminar aqui.
-Não se preocupe, vou só caminhar.

 Resolvi ir até o lago novamente ainda lembrava o caminho, não tinha como me perder.  Caminhei um pouco e logo avistei o rio estava tudo calmo, apenas a movimentação de alguns patos.
fui seguindo a margem do rio e caminhando, um estalo me chamou atenção e avistei um coelho. me aproximei com calma e ele não se moveu, quando estava a alguns passos dele ele entrou no mato, segui ele entrando na floresta. O coelho parou próximo a uma arvore e notei que tinha mais coelhos ali, segui o pequeno grupo encantada com o jeito deles, depois de um tempo admirando os bichinhos sentei próximo a uma arvore e lembrei do acontecido no lago. Certo que faz pouco mais de um dia que eu conheço Luan, mas algo me chama atenção nele, sua atenção por mim e a forma como ele me trata me deixa encantada, formei um grande carinho por Luan, ele e Bruna me acolheram como se me conhecessem a muito tempo.
Resolvi voltar a caminhar e segui pela mata baixa, daqui eu ainda conseguia ver a casa grande então não tinha que me preocupar.  Enquanto caminhava olhei na direção do poente e o sol estava pondo-se, observei aquela maravilha e fiquei pensando que meu cochilo durou mais do que um cochilo, eu dormi a tarde toda, depois que o sol se pôs por completo comecei a ficar preocupada, já que o luga que estava completamente claro escureceu instantaneamente.
-E agora? - pensei sozinha. Eu não via mais a casa, mas mesmo assim voltei para arvore de onde sai a um tempo. Estava assustada e comecei a andar para procurar o rio, nada, não conseguia enxergar absolutamente nada a não ser mato e escuridão.
desesperada comecei a chamar por alguém, minha esperança era que alguém me ouvisse.
-Luan! Bruna! Jonas! -gritava e não ouvia nada apenas o som de pássaros. Continuei a gritar e nada por algum tempo sem resposta, de repente uma forte pontada na cabeça e tudo escureceu.


-Acorda, Barbara! -ouvia uma voz longe. -Vamos, acorda...
 Fui recobrando os sentidos e encontrei um par de olhos escuros, movi um pouco a cabeça e vi luzes, estava no "meu quarto", na casa de Luan.
-O que aconteceu? - sentei e fiquei tonta, Luan me fez voltar a deitar.
-A gente ficou louco atrás de você.. -Bruna chorava com uma expressão muito aflita.
-Eu não sei o que ouve, o sol se pôs e do nada, ficou tudo escuro. -disse ainda sentindo uma forte dor na cabeça. Olhei para a janela e vi que chovia forte e que estavam todos molhados, inclusive eu.
-O tempo fechou por isso ficou escuro, isso acontece muito aqui durante a noite. -Luan explicou checando minha temperatura.
-Eu não sabia...
-Quando começou a fechar o tempo vim procurar o senhor Luan pra avisar que a senhorita não tinha voltado. - Jonas se pronunciou também bastante preocupado.
-Eu não encontrei ninguém na casa, só me dei conta que havia dormido a tarde toda quando vi o sol se pondo. - disse bastante envergonhada por te-los feito se preocupar.
-O importante é que você está bem. -Luan disse me olhando carinhoso. -melhor você tomar esse chá que a Madalena trouxe e depois tomar um banho quente e descansar.
-Isso mesmo, posso ficar pra te fazer companhia. - Bruna sorriu.
-Iria gostar muito, se não fosse incomodar. -disse agradecida.
-Incomodo nenhum, agora toma o chá, vou procurar uma camisola pra te emprestar. - disse saindo do quarto. Jonas fez o mesmo deixando apenas Luan e eu.
-Fico muito sem jeito por usar as roupas de Bruna. - comentei baixinho com Luan.
-Ora, não fique, Bruna tem um milhão de roupas e algumas ela nem usa. -disse tentando me tranquilizar.
-Mesmo assim..
-se desejar compro algumas roupas pra você. -disse.
-Nem pensar! -quase gritei.
-Mas por que não? - ficou ofendido.
-Não quis parecer que estou te pedindo roupas... - fiquei envergonhada.
-Eu sei que não, mas eu acho que você merece um presente. -sorriu largo.
-Presente pelo que?
-Se você aceitar eu te conto. - riu mais ainda.
-Quanto mistério. -ri. -Não sei se devo, Luan.
-Claro que deve! - disse firme. -Amanhã se amanhecer disposta, vamos até a vila.
-Serio, vou ficar muito sem graça.
-E eu vou ficar desapontado por negar um presente meu. -arqueou uma sobrancelha. ri.
-Certo, eu aceito. -disse muito a contragosto.
Bruna voltou com uns lençóis e umas roupas na mão.
-Vou ficar aqui até você me expulsar. -disse rindo, jogou as coisas na cama e olhou pra Luan.
-Estou indo, estou indo. -fez sinal de rendido com as mãos. -Vou pedir a Madalena que faça um lanche e traga para vocês, as duas não jantaram nada. -veio até a cama e depositou um beijo na minha testa, depois, fez o mesmo com a irmã.
-Boa noite, senhoritas! - disse todo sorridente.
-Boa noite, irmão.
-Durma bem, Luan! -sorri pra ele.

Ele deixou o quarto e trancou a porta, levantei para me trocar e Bruna me olhava com a sobrancelha arqueada, como o irmão fez a pouco.
-O que foi isso? - disse entre gargalhadas.
-Isso o que? - olhei-a sem entender.
-Esse clima entre você e o meu irmão.
-O que? -gritei.
-Você pode até não perceber, mas aquele ali eu conheço bem. -disse marota.
-Não inventa, isso é coisa da sua cabeça. -disse sem jeito. Por que isso agora?
-Depois você vai me contar, se é mesmo coisa da minha cabeça. - riu. Logo que eu terminei de me trocar, bateram na porta e Bruna foi abrir
-Vocês querem o lanche agora? -Madalena perguntou.
-Você se sente bem, Barbara? -Bruna se virou pra mim antes de responder a Madalena.
-Sim, estou bem! -afirmei.
-Então vamos comer na cozinha, Madá. -avisou e me pegou pela mão. -Vamos. Tinha de tudo,  bolo, pão, queijo, suco, coisas deliciosas. Bruna e eu aproveitamos o banquete e no fim Camila apareceu.
-Vim comer alguma coisa, jantei bem pouco. -falou para Bruna.
-Fica a vontade, amiga! -ela sentou na mesa a minha frente e se serviu.
-Luan estava exausto!- comentou como quem não quer nada.
-Estava com ele? - perguntou Bruna.
-Sim, conversamos sobre essa loucura que aconteceu.
-Que loucura? - Bruna disse sem entender, Eu, já tinha entendido tudo.
-Essa que aconteceu...
-Está falando de mim, Bruna. - interrompi
-Não, claro que não, ela não está, não é Camila?
-Na verdade...
-Não, não estava! - a voz de Luan invadiu a cozinha. -De onde você tirou isso, Camila? - disse bastante incisivo.
-Luan, eu só ia dizer que tem muita coisa acontecendo, e está ficando cansado com tudo. -dissimulou
-Não estou cansado por conta da chegada de Barbara. - foi grosso. -Estou cansado por causa do trabalho aqui na fazenda, eu acabei de lhe explicar isso!
-Mas eu estava falando disso, Luan, vocês que não deixaram eu falar. -disse cínica
-Camila, acho melhor a gente subir, vem. -Bruna saiu arrastando a amiga.

Luan me olhou quando as duas sumiram de vista.
-Me desculpa por isso...
-Não, sem problemas! -falei sem jeito. -Luan, serio, se quiser que eu vá, eu vou, não quero causar esses problemas.
-Claro que não. eu não quero que vá. -chegou perto. -Eu quero que fique.
-Obrigada! -sorri, Luan pegou minha mão e segurou forte.
-Eu que te agradeço, quando você chegou mudou tudo.
-E isso é bom? -perguntei
-Sim, muito bom! -fui pega desprevenida em um abraço sem jeito e apertado. Ele foi me soltando aos poucos e seu rosto ficou próximo, como no lago, sua respiração quente e pesada. Fiquei esperando seu próximo passo, mas ele não veio. Pode parecer muito ousado, mas eu lhe beijei, estávamos a poucos passos um do outro e seu corpo me puxava pra ficar próxima dele o máximo que eu conseguisse e eu o fiz e foi muito intenso, ele passou o braço ao redor da minha cintura e me puxou, tonando nulo o espaço entre a gente. Sua língua fez o contorno dos meus lábios e se encontrou com a minha em uma sintonia calma, o beijo logo ficou intenso e eu podia sentir todos os músculos de seu braços, com minhas mãos, esses me apertavam contra seu corpo, com toda aquela intensidade, o ar começou a faltar e fui parando o beijo enquanto Luan, prendia meus lábios com seus dentes.
-O que foi isso? - perguntou.
-Eu não sei. - lhe encarei tonta e sai correndo em direção a escada.


...


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TEVE BEIJO SIM!  E ai amores, sei que demorei, mas é pq eu nunca tenho um lugar certo pra escrever, as vezes tô no interior outras vezes na cidade e muitas dessas fico sem meu notebook :( masssss, eu prometo que vou escrever e postar o mais rápido que me for possível. NÃO DESISTAM DE MIM, NÃO DESISTAM DA FIC <3 OBRIGADA PELO APOIO E PELOS COMENTÁRIOS. VOCÊS SÃO DEMAIS!!!!! <3 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Capitulo 02.

Tudo novo!

O sol já havia nascido e percebi que minha janela era para o nascente, tinha uma cortina mas não fechei antes de dormir.
-Bom dia! - sentei na cama assustada ao me deparar com Madalena preparando meu banho.
-Bom dia - sorri ainda assustada.
-Desculpa, não quis assusta-la. - sorriu carinhosa.
-Não tem problemas, tudo bem! - fui sincera.
-Senhor Luan perguntou se não quer ir até a vila com ele e a irmã, hoje é domingo é dia de missa. -falou enquanto colocava mais agua na banheira.
-Vou sim, será que dá tempo? -perguntei
-Eles estão esperando a senhorita para tomar café, a Bruna mandou essa roupa espero que sirva.
-Ela não tinha que se preocupar! - Madalena me entregou a roupa e saiu do quarto. Logo após entrei na banheira e tomei um banho.
A roupa que Bruna havia emprestado era uma calça jeans de lavagem clara, uma blusa de mangas até o cotovelo de cor salmão e uma sapatilha, a calça ficou meio justa, nada exagerado,  Vesti tudo meio apressada já que eles estavam a minha espera, penteei o cabelo e fiz uma trança lateral -arrisquei o palpite não lembrava de saber fazer aquilo - Saí do quarto e fiquei sem saber pra onde seguir naquele corredor.
-Perdida? - perguntou uma voz atrás de mim.
-Desde ontem quando acordei. - sorri indo de encontro a Luan.
-Vejo que está mais disposta. - pegou minha mão delicadamente e depositou um beijo ali -Bom dia!
-Acordei bem melhor, bom dia! - disse corada pela sua atitude.
-Camila e Bruna já foram para a igreja, as duas iam passar para pegar os pais de Camila então
teremos de ir a cavalo, se incomoda? - falou meio sem jeito.
-De maneira alguma, não sei se já o fiz, deve ser uma sensação incrível. - fiquei animada com a ideia.
Luan me guiou até a mesa do café da manhã e tomamos um café maravilhoso. A comida desse lugar é sem igual. Apesar de ser jovem Luan aparentava ter bem mais idade pela sua forma educada e civilizada. Durante o café ele me contou coisas sobre sua fazenda e coisas corriqueiras do dia ali. Depois do café seguimos para a parte de fora da casa e nos encontramos com um rapaz muito bonito que tentava domar um cavalo.
-Senhor Luan, ele não para, está muito agitado. - o rapaz loiro me olhou e sorriu. -Bom dia, senhorita...
-Barbara, Bom dia! - me apresentei cumprimentando-o.
-Sou o Jonas, a suas ordens! - fez uma reverência exagerada. -Luan pigarreou.- Ah, senhor Luan, o cavalo está pronto.
Luan pegou as rédeas do cavalo e me ajudou a montar sob os cuidados de Jonas que se manteve perto.
-Obrigada! - agradeci aos dois. Luan subiu em seguida ficando às minhas costas, passou um dos braços pela minha cintura e o outro segurou as rédeas. Seu perfume tinha um toque amadeirado incrível. inalei seu cheiro respirando fundo.
-Está confortável? - perguntou soprando em meus cabelos.
-Sim!
 -Storm é um otimo cavalo, é alto e veloz. - disse todo orgulhoso. -Por isso lhe dei esse nome..
-Tempestade. -falei baixo
-Como disse? - perguntou inclinando a cabeça em minha direção.
-Storm significa tempestade.
-Isso, você lembrou de mais algo? - ficou encantado com a possibilidade de me lembrar algo.
-Na verdade só isso e essa trança que fiz quando sai do banho. - suspirei.
-Isso é bom, é um progresso! - senti seu sorriso e sorri junto.
-Espero que esteja certo. - disse sincera.
-Eu também, senhorita! - controlando as rédeas fez com que storm ganhasse velocidade.
Fiquei admirando a paisagem maravilhosa, o verde das árvores e um leito de um rio que se estendeu por algum tempo.

Algum tempo de cavalgada depois chegamos a estrada de pedras que eu deduzi ser a cidade.
-Chegamos! - avisou.
Tudo lá era lindo, com uma arquitetura colonial, as lojas, a praça, a igreja na parte mais acima da rua. Fiquei encantada. Luan parou o cavalo no cocheiro e me ajudou a descer, seguimos em direção a igreja, encontramos com Bruna na frente da igreja conversando com um casal, Camila estava la também.
-Bom dia, Senhores! -Luan disse educado.
-Bom dia, Luan, quem é a senhorita? -perguntou a mulher.
-Mãe, essa é a menina que eu lhe falei, ela está na casa dos Santanas. -Camila tomou a frente de Luan nas palavras.
-Ah, claro... -a senhora me mediu dos pés a cabeça e estendeu a mão pra mim. -É um prazer! -fosse com uma certa ironia.
-O prazer é meu. -tentei sorri.
Bruna me convidou para ir me apresentar a umas amigas, olhei pra Luan que sorriu me encorajando.
Depois de ser apresentada a algumas pessoas entramos na igreja, a missa foi linda, mas confesso que fiquei meio entretida com a voz de Luan que acompanhava o coro baixinho. No fim da no missa Bruna me convidou para ir com elas no carro, mas Luan dispensou ela por mim e me convidou a conhecer o vilarejo.
-Não tem problema, Bruna, vamos em seguida. -falei sorrindo pra ela.
-Não vai se atrasar pro almoço, Luan. -Camila falou toda sorridente e fechou a cara quando me olhou.
-Nao se preocupem, já chegamos lá. -Luan sorriu para as duas e depois se voltou para mim. -Vamos!
Acompanhei ele durante o curto trajeto até a pequena praça, passamos por várias lojinhas e um restaurante muito modesto mas incrivelmente agradável.
-Você quer almoçar aqui ou prefere comer em casa? -falou enquanto passeávamos pelas calçadas, me senti bem pela fora que ele falou "em casa".
-Camila não abriria mão de sua companhia no almoço. -cutuquei sem perceber.
-Por que diz isso? -me olhou desentendido.
-Não sei, tenho uma intuição sobre ela. -dei de ombros.
-E qual seria?- incentivou.
-Ela não gosta de mim... E acho que o motivo esteja na cara. - fiquei sem jeito, não sei por qual motivo. -Ela é apaixonada por você... -Luan riu me deixando vermelha. -O que foi?
-Nada, só que, isso é impossível! -disse ainda rindo.
-Não entendo o motivo de tanta risada! -me irritei por ele está rindo de mim.
-Me desculpe! Mas é no mínimo engraçado...
-Não é engraçado ela gostar de você! -acusei. -Posso ter esquecido de tudo, mas isso é muito fácil notar.
-Me diga como... -Luan parou de rir e me olhou.
-Por algum motivo você me acolheu em sua casa sem saber muita coisa sobre quem eu sou, ela sentiu uma ameaça. Ela se porta como se fosse dona da sua casa, veja bem isso é só uma suposição minha -defendi. -Ela sempre quer chamar atenção quando esta em sua companhia, se mostra preocupada com coisas como sua alimentação, isso me parece muito possível, você ainda não acha? -Luan engoliu em seco e me fitou surpreso.
-Minha nossa... Você é maluquinha! - e desatou a rir. Isso me deixou muito chateada, não imagino o motivo.
-Acho melhor irmos embora! -falei seguindo mais afastada.
-Ei, ei, ei, me desculpa, isso soa muito engraçado pra mim não é com você. -me alcançou ainda rindo.
-Tudo bem, mas acho que você deveria reparar mais nela... -me atrevi a falar.
-Vamos pra casa! -riu. Me ajudou a montar e se postou atrás de mim.
Quando já estávamos perto da casa paramos pro storm beber água no rio. Luan mais uma vez me ajudou a descer e ficamos a margem do rio enquanto o cavalo se refrescava.
-Aqui é lindo! -exclamei encantada.
-Esse rio pertence a minha propriedade. -disse orgulhoso.
-É incrível...
-Eu costumava nadar aqui quando criança. -sorriu nostálgico.
-Serio?
-Sim, foi uma época boa. -Storm se assustou e acabou me empurrando na água sem perceber puxei Luan comigo.
-Eu não sei se sei nadar! -gritei assustada. Luan me agarrou pela cintura e me grudou a seu corpo.
-Calma, vamos sair segura em mim. -ele pediu sorrindo, me ar faltou e eu só conseguia focar no seu sorriso a minha frente, olhei em seus olhos e ele me olhava ainda sorrindo.  Eu sabia que não era um clima normal e isso me deixou nervosa, Storm se moveu novamente de forma brusca chamando nossa atenção, Luan ficou vermelho e eu desejei saber o que ele estava pensando.
-Storm, o que deu em você? -ralhou o cavalo que baixou a cabeça como se entendesse. Eu ri. -Vamos pra casa, você deve está assustada...
-Já estou bem... -dessa vez Luan me pegou no colo e me colocou em cima do cavalo.
-Desculpa! Eu só quis ajudar. - ficou vermelho mais uma vez.
-Tudo bem, Luan! Tô bem, foi divertido. -sorri tranquila, mas o acontecido ainda estava me atormentando a mente.
A casa estava bem próxima e quando entramos pela porta uma Buna surpresa veio ao nosso encontro.
-O que aconteceu, irmão? -perguntou ela.
-Storm derrubou a Barbara no rio e ela acabou me puxando junto. -explicou ele, Bruna riu.
-Não acredito! - disse dando risada.
-Não é engraçado, Bruna, isso pode causar um resfriado em Luan. -Camila torceu o nariz me olhando.
-Não vai causar nada, mas é melhor a gente ir se secar. -disse sem me olhar.
-Vem Barbara eu te ajudo, vou te dar uma roupa seca. -Bruna disse me pegando pela mão.
-Obrigada! -falei ainda olhando pra Luan que não me olhou de volta, estranho.

Fomos para o quarto de Bruna e ela me entregou uma toalha e um macaquinho florido de pano fino.
-Valeu, não tinha que se preocupar, incomodo demais. -disse envergonhada.
-Que isso! Você é muito bem vinda aqui, pelo tempo que precisar. - sorriu pra mim de forma carinhosa.
-Nem sei como agradecer o que estão fazendo por mim... - fui sincera.
-E não precisa! -sorriu - vou deixar você se trocar. - saiu do quarto e eu tirei a roupa molhada, me sequei e coloquei a roupa seca.  Abri a porta e encontrei com Bruna no corredor.
-Luan já saiu, teve que resolver umas coisas com o Jonas. - me falou enquanto caminhávamos -Vamos almoçar.
Durante o almoço fiquei em silencio enquanto as duas conversavam sobre roupas e coisas de maquiagem, vez ou outra Bruna tentava me encaixar na conversa, mas Camila fazia questão de excluir. Terminei de almoçar e pedi licença para ir um pouco deitar no meu quarto. Bruna ficou preocupada e perguntou se eu estava bem, lhe tranquilizei e subi aquela escadaria gigante.






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Oiiiiiiiii, vi que tive algumas visualizações e alguns comentários ♥♥♥ Quero agradecer a todos e pedir que continuem acompanhando a fanfic... Bom ai está mais um capitulo, espero que gostem tanto quanto eu. Deixem seus comentários!! Até a proxima, beijossss  

ps. gostaram da capa?




terça-feira, 23 de agosto de 2016

Capitulo 01

A casa


Abri o olho e vi a parede cinza meio desgastada, uma poltrona e uma televisão bem antiga, uma janela e um ventilador de teto.
-Olá, você acordou, eu sou a enfermeira Vânia, lembra seu nome? - a mulher de cabelo tingido de ruivo perguntou simpática. Fiz que não com a cabeça. -O homem que encontrou você trouxe sua bolsa e está na sala ao lado, talvez reconheça-o. Fiz que sim sem muita convicção. A mulher saiu do quarto por uma porta de madeira envelhecida. Em seguida um rapaz alto, pele clara, cabelo escuro, entrou por onde a enfermeira saiu. -Oi! -falou me olhando de forma preocupada.
-O-oi - gaguejei.
-A enfermeira disse que você não lembra seu nome, mas achei sues documentos e tinha que seu nome é Barbara Moreira, você tem 23 anos e é do Rio de Janeiro. - ele falou calmamente como quem explica que dois mais dois são quatro. -Você sofreu um trauma e perdeu a memoria - fez uma pausa - Sinto muito.
-E minha família, tinha mais alguém comigo? - perguntei me forçando a lembrar de algum detalhe.
-Sinto muito mas você vinha de um abrigo, uma espécie de orfanato, estava viajando com varias moças e apenas você sobreviveu. - minha cabeça começou a doer por conta do esforço que fiz para lembrar de algo, nada me vinha a mente. - O Dr. Amaral é meu amigo e lhe deu alta essa manhã..
-Eu não sei pra onde ir. - falei baixo.
-Minha irmã e eu moramos em uma casa, aqui nas redondezas, seria um prazer lhe abrigar pelo tempo necessário.
-Eu não quero incomodar, sinto-me muito confusa e perdida. -assumi impotente.
-Eu adoraria ajudar, se me permitir. - eu não tinha pra onde ir, não sabia onde estava, nem pra onde voltar. apenas aceitei com um aceno de cabeça. -Meu nome é Luan, será um prazer ajudar. - sorriu amistoso.
-Obrigada.

Nos momentos seguintes o quarto foi preenchido por enfermeiros e o que eu deduzi ser o medico que Luan falou.  Ele me explicou umas coisas e me deu alguns remédios que eu deveria tomar quando a cabeça doesse, me passou algumas recomendações, coisas que eu não poderia fazer até me sentir melhor por completo. 


Luan me guiou até a camionete antiga e abriu a porta para que eu pudesse entrar. 
-Minha irmã se chama Bruna, ela vai poder te emprestar uma roupa limpa para você tomar um banho e trocar algo limpo. 
-Eu não quero incomodar, serio. - falei suspirando. 
-A Bruna adora visita em casa.  - sorriu amistoso.  Seguimos em uma estrada de terra batida, percorremos cerca de dois quilómetros até avistar uma casa enorme, toda em madeira antiga, aquele tipo colonial. Fiquei encantada pela quantidade de verde que tinha naquele lugar, se não estivesse tão confusa, teria ficado feliz por está ali.

Ao chegar na frente da propriedade, Luan estacionou a camionete, desceu e abriu a porta para que eu fizesse o mesmo. Duas moças a nossa espera, uma de cabelos castanhos quase mel, me olhava de forma preocupada. A outra, de cabelos ruivos cacheados, me avaliava atentamente.
-Luan, eu já estava preocupada! - deduzi que essa fosse a irmã.
-Estou bem, Bruna. - a moça abraçou ele apertado.
-E essa quem é? - a ruiva quis saber.
-Camila, Bruna, essa é a Barbara. - apresentou -Ela ficara aqui pelo tempo que precisar.
-E o que ouve com ela, irmão? - Bruna me pareceu muito simpática, fui bem com a cara dela.
-Ela sofreu um acidente e está sem memoria. - Luan me olhou. -Mas por hora tudo está bem.
-Sem mais perguntas! - sorriu satisfeita.
-Isso mesmo. - Luan concordou. -Leve ela até um dos quartos e peça a Madalena que prepare um banho.
-Ela trouxe alguma bagagem? - Camila perguntou.
-Ela sofreu um acidente, não sobrou muita coisa, nada de roupas.
-Empresto uma minha, não tem problema. -Bruna me pegou pela mão.

Seguimos porta a dentro e fui guiada por uma sala grandiosa, uma escada e varias portas em um corredor aparentemente infinito.

-Babara, pode ficar a vontade, vou ver algo para você usar. - seguiu sorridente em direção ao móvel. Sentei-me na enorme cama, admirada com o quanto aquilo era lindo. -Você gosta desse? - me estendeu um vestido longo leve, todo florido.
-Não precisa se preocupar, se não for uma peça que goste muito, está bom. - falei sorrindo fraco.
-Usei poucas vezes, vamos ver se Madalena preparou seu banho. - me puxou pela mão em direção a porta.

Tomei um banho de banheira e me senti bem melhor depois disso.


-O vestido ficou lindo em você! -Bruna elogiou.
-Obrigada! - sorri tímida.
-Vamos jantar... uou - Luan saiu de uma porta que deduzi ser seu quarto. -Está bonita! -pigarreou
-Hm.. Obrigada! - fiquei vermelha. Quem não ficaria? um homem bonito elogiando assim, do nada.
-Vamos descer? Camila já deve está a nossa espera. Luan todo cavalheiro nos deixou passar a frente.


Quando eu senti o cheiro da comida meu estômago implorou por atenção.
-Que cheiro bom! - falei com agua na boca.
-Verdade, Madalena se superando sempre. - Bruna disse olhando pra senhora que sorria envergonhada.
-Comam ou vai esfriar. - disse com tom de autoridade. Notei que eles compartilhavam uma relação de maternidade.

Durante o jantar notei que por algum motivo a ruiva não foi com a minha cara e tentava a todo custo chamar atenção pra si. me concentrei em comer aquela comida deliciosa e apenas falava quando fui convidada.

-Barbara, gostaria de dar uma volta? -Luan disse durante a sobremesa.
-Eu.. ham.. sim! - disse embaraçada.  Camila quase engasga com um pedaço de pudim


Seguimos lado a lado em direção a porta de entrada, quando Luan abriu estremeci pelo frio.
-Ta frio, né? - soltou um risinho nasal.
-Ta, um pouco. - sorri.
-Vamos! - deu espaço para que eu saísse na frente.
Eu achei que deveria aproveitar a caminhada e perguntar algumas coisas que me atormentavam.
-Luan...
-Diga!
-Eu não sei nada sobre mim, me fala o que você sabe? - disse meia incerta.
-Eu só sei o que descobri nos seus documentos  e quando liguei pro lugar de onde você veio, não é muita coisa. - fiz sinal para que ele continuasse.  -Você é do Rio, como eu disse, tem vinte e três anos, e sempre morou nesse orfanato que depois de maior passou a trabalhar lá, me disseram também que você tava viajando para o Ceará, mas ninguém sabia o motivo. Varias garotas que viajam no ônibus morreram também, na verdade, só você sobreviveu. Não lembra de nada? - prestei atenção em suas palavras e desejei lembrar.
-Não - disse baixinho.
-Sinto muito, se quiser a gente pode ligar pro orfanato, eu vou ajudar no que você precisar.  - falou me olhando firme, senti um arrepio na espinha.
-Eu fico grata, é agonizante não lembrar nada. - respondi.

Ficamos em silencio por um tempo, até que ele falou.
-Vamos entrar? Amanhã a gente pode ir até a vila para que você ligue pro orfanato. - falou dando um meio sorriso.
-Claro! - concordei. Ele me acompanhou até a porta do quarto virei-me para ele.
-Boa noite, senhorita! - disse com um olhar encantador.
-Boa noite, Luan. - disse. Ele pegou minha mão e beijou-a com delicadeza. engoli em seco.
 Entrei no quarto ainda um pouco atordoada e caminhei até a cama e me deitei.  Peguei no sono entorpecida pelas novas descobertas.




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Olá!!! Primeiro capitulo está ai e eu espero que gostem, foi feito com muito carinho e tenho certeza que irão se apaixonar assim como eu. agradeço se deixarem comentários e opiniões. beijos! 


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