segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Capitulo 04.


Essa sou eu?

Muita loucura pra um dia só! - O que me deu pra agir assim? -eu andava de um lado para o outro falando sozinha. Três batidas na porta e eu me desesperei.
-Q...quem é? -gaguejei.
-Sou eu, Bruna. -um alivio me invadiu.
-Entra! -disse tentando me acalmar.
-O que ouve? Luan pediu pra eu vir aqui...
-Eu pirei, Bruna! -disse desesperada. -Eu beijei seu irmão, ele deve tá me achando uma doida.
-Você beijou o Luan? -gritou. -Me conta isso direito.
-Não grita, meu Deus! -pedi choramingando.
-Eu não sei o que me deu, juro, foi um erro.
-Um erro? - franziu a testa.
-Não sei, eu estou confusa. -quase gritei.
-Calma, me explica. -pediu baixo.
-A gente tava na sala... -contei toda a historia, tal como aconteceu e ela me olhava maravilhada.
-Vocês tão apaixonados, que lindo! -gritou. Olhei seria pra ela. -Desculpa.
-Eu não sei o que eu sinto, nem o que ele sente. Eu tô perdida...
-Eu vou te ajudar, mas você tem que se acalmar. -pediu sorrindo. -Luan te trata diferente, ele pode sim gostar de você.
-E ele pode também não gostar, não quero acreditar em algo que possa não existir.
-Vamos deixar pra amanhã, por agora, você tem que ficar calma e esperar. - tentou me tranquilizar.
-Obrigada, Bruna, eu estou tão confusa. -ri sem humor.
-Vou te ajudar.
-Não, eu prefiro deixar como está, se ele não falar nada vou entender como uma falta de interesse.
-Não, Barbara! -disse seria.
-Eu prefiro, vamos deixar assim, vai me ajudar mais assim. -eu disse por fim, ela, muito a contragosto assentiu.
-Tudo bem, você que sabe, mas vou fazer como esta pedindo. - me abraçou. Naquele momento eu soube que tinha uma amiga ali.
-Muito obrigada! -sorri tentando passar toda a amizade que ela me passou no abraço.

Bruna saiu do quarto e fechou a porta, aquela noite eu demorei um pouco para pegar no sono. Na manhã seguinte acordei bem cedo, Madalena já tinha preparado meu banho, levantei preguiçosa e fui até a banheira, tomei banho e vesti a roupa de Bruna que vesti quando cheguei, penteei o cabelo e sai do quarto. Quando cheguei no fim da escada avistei Luan na sala lendo um jornal, quis voltar para o quarto imediatamente, e teria o feito se ele não tivesse me visto.
-Bom dia! -me cumprimentou casual.
-Bom dia, Luan. -fiz o mesmo.
-Estava a sua espera. -disse e eu engoli em seco.
-Pra que? -perguntei.
-Vamos até a vila hoje, esqueceu? -falou dando de ombros.
-Ah, claro, esqueci não.-disse sem jeito.
-Vamos tomar café. -levantou me pegando pela mão. segui-o até a cozinha
 Tomamos o café em silencio , eu não puxei assunto em momento nenhum muito menos ele. Quando acabamos fui ate o quarto e fiz minha higiene bucal, Luan fez o mesmo, em seguida fomos até a parte de fora da casa e encontramos Jonas cuidado dos cavalos, ele sorriu e acenou para mim e eu retribui dizendo "bom dia".
 Na camionete. Luan deu partida e seguimos pela estrada, passamos pelo rio, pelos morros e eu contemplava as belezas daquele lugar.  O silencio, tempos depois passou a ser sufocante, mas eu não me atrevi a falar.
-Você está bem? - ele perguntou.
-Uhum, tô sim! -forcei um sorriso.
-Certo. -sorriu também e em seguida ligou o radio.
Logo chegamos a estrada de pedras que mascava a entrada da vila. Luan desceu do carro e veio até meu lado e o abriu para que eu saísse caminhamos lado a lado pela calcada da praça e ele me guiou até a pequena boutique do lado contrário ao restaurante que passamos ontem.
A loja era incrível por dentro, tinha uma aparência colonial como tudo ali naquele lugar.
-Bom dia, Sr. Santana e senhorita? - uma senhora muito bem vestida e simpática saldou na entrada da loja.
-Bom dia, Sra. Gorette, essa é Barbara. -Luan nos apresentou e eu dei um sorriso amistoso.
-Olá senhora. - ela me avaliou e abriu um sorriso amplo.
-Sua noiva? ela é encantadora! -admirou animada.
-Não senhora, estou na casa dele por um tempo. -respondi ficando envergonhada.
-Oh, me perdoe! Que indiscrição a minha. -ficou muito vermelha.
-Sem problema, Sr. Gorette! - Luan disse com um sorriso leve nos lábios. -Queremos ver o que você tem para essa moça.
-Ah! Ela tem um corpo maravilhoso, tudo vai ficar lindo nela. -bateu palmas, agitada. - Venha por aqui! - me agarrou pela mão e me puxou loja a dentro. Olhei para Luan como quem pede socorro e ele soltou uma gargalhada, me deixando sem ar, foi maravilhoso ouvi-la.

A mulher me mostrou roupas variadas, um pouco de tudo, cada peça mais linda que a outra. Eu separei algumas blusas básicas, umas calcas, e vestidos, Luan me ajudou a escolher vários,ele tem um otimo gosto.
-Obrigada! -sorri já na camionete.
-Eu prometi não é? - sorriu.
-Sim, mas eu tô agradecendo, pela sua gentileza e por tudo que fez por mim. - disse olhando nos seus olhos.
-Você é incrível, é um prazer ajudar. - sorriu de lado, fiquei em silencio.
-E- eu. - tentei falar e não consegui.
-Não fala nada, ta tudo bem! - se aproximou cuidadoso e com o mesmo cuidado me beijou. Foi diferente do primeiro, ele me pegou de surpresa, mas eu estava calma e o beijo foi criando uma certa intensidade. Mesmo sem querer paramos o beijo e ele ficou me olhando fixamente.  -Você é tão linda! -Para com isso... - fiquei sem jeito.
-Tô falando bem serio. -sorriu verdadeiramente.
-Não faz isso. - pedi baixo.
-Isso o que? -me olhou.
-Esse sorriso, me beijar, isso me confunde.
-Eu não posso ficar longe. -se aproximou e eu senti sua respiração. -Eu não posso e não quero.
-Luan, vamos ter calma, eu não sei nem quem eu sou direito e é muito difícil para mim.
-Eu espero, vou te ajudar a lembrar e vou te mostrar que você vai querer ficar aqui. -disse ainda próximo. Eu o olhei sorrindo. -Como eu posso não querer te beijar? - disse me puxando para um beijo.
Depois, Luan deu partida no carro e seguimos para a fazenda. Quando chegamos Bruna já estava lá e foi comigo para o quarto me ajudar com as roupas. Rimos muito arrumando as roupas enquanto Bruna contava historias divertidas.
Eu estava vermelha de tanto rir e Bruna igual.
-Que lindas! -Luan disse parado na porta do quarto.
-Irmão, venha cá estávamos falando de você. -Bruna contou ainda rindo, fiquei vermelha com o sorriso que ele me deu.
-É mesmo? o que as moças falavam? -riu sentando ao lado da irmã.
-Eu tava contando suas travessuras quando criança.
Que malandra, a Barbara está rindo assim por qual delas? -me olhou com um sorriso incrível.
-Lembra do primo Lucas? Quando ele desafiou você a ir até a vila com as roupas da tia Cristina? -caímos novamente na gargalhada.
-Ei! não riam de mim. Foi um desafio eu tinha que cumprir. -fez cara de zangado, mas logo se rendeu em gargalhada.
Ficamos rindo por algum tempo enquanto Luan contava suas historias, naquele momento, me senti tão em casa que me deu uma paz.
-Bruna, tenho que leva-lo até a casa da Camila, amanhã é a festa de aniversário dela. -Luan disse antes de deixar o quarto.

-Gostaria de ir comigo? vou ajuda-la com os preparativos. -Bruna chamou e eu fiz uma leve careta.
-Melhor não, ela não iria gostar.
-Mas ela mandou convida-la, vá amanhã, Luan e Jonas irão! -disse levantando sai com ela e seguimos para a sala de visitas.
-Eu irei, mas só amanhã. -disse rindo.
-Certo, até amanhã querida! -  me abraçou indo de encontro ao irmão.
-Logo voltarei. -Luan disse beijando-me na testa. Bruna nos olhou sorrindo.
-Tudo Bem! -sorri envergonhada

Subi até o quarto e tomei um banho e me vesti:
A casa estava em um silencio e eu decidi ir ficar um pouco com o Jonas que estava no celeiro.
-Olá! -Jonas sorriu ao me olhar. 
-Tudo bem? -perguntei sentando ao seu lado. 
-Tudo, como é bom ver você. -disse sorrindo. 
-Queria dar uma volta, mas eu tô sozinha e não posso. -disse com um olhar de quem pede algo. 
-Claro, vamos! eu acabei aqui com os cavalos. 
Jonas era de uma beleza única seus cabelos castanhos quase loiros, era forte e encantador.  Me acompanhou na caminhada. 
-Agora me fala de você. -depois de me contar tudo sobre a vida dele, me arrancar varias gargalhadas. 
-Eu não lembro. -disse sorrindo fraco. 
-Nossa, que burro! Desculpa Barbara. - disse apressado um pouco desesperado. 
-Calma, tudo bem, esquece isso. -sorri. -Eu não tô braba. - ri de sua cara preocupada. 
-Certeza que não? - perguntou. 
-Juro! 
Jonas tinha uma vida bem humilde e isso me chamou muito a atenção, eu adorei sua simplicidade e sua forma carinhosa. 
-Obrigada pelo passeio. -disse quando chegamos no celeiro. 
-Não foi nada, quando quiser pode me convidar. -riu - Não sou de negar nada a moça bonita. -piscou o olho me fazendo rir, isso foi o que ele mais fez durante o passeio. 
-Eu queria andar a cavalo. -disse olhando-o com um pedido. 
-Vamos! -me puxou pela mão até o cocheiro dos cavalos.

Me ajudou a subir no cavalo e subiu em seguida. Jonas brincou com tudo que pode me fazendo rir. Cavalgamos por toda a área da frente da casa, enquanto riamos sem parar.
-Eu preciso levar o cavalo de volta, tenho que ir até a vila.  -Jonas disse parando de rir.
-Claro, vamos. -disse ainda gargalhando.
Quando Jonas desceu do cavalo acabou se desequilibrando e me levando com ele para o chão, cai em cima de seu corpo e isso me livrou de algum machucado. Não conseguimos ficar de pé por conta das risada, mas as mesmas acabaram assim que ouvi uma voz conhecida.
-Barbara? - Luan tinha uma voz firme, preocupada e zangada. Jonas logo ficou de pé e me ajudou a levantar, isso tudo enquanto tentávamos parar de rir.
-Eu vou indo! - disse Jonas meio sem jeito. beijou minha testa assim como Luan fez mais cedo.
-Tchau.
Luan me olhou ainda mais zangado e nada disse apenas entrou na casa, entrei atrás dele completamente perdida pela sua atitude.




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Não sei se alguma de vocês permanecem aqui comigo, espero que sim, eu não tenho palavras para me desculpar, mas peço desculpa pela demora. Eu sei o quanto é chato esperar mais um capítulo e ele nunca chegar. Espero que me perdoem e que continuem acompanhando a história. Beijos e até breve. Prometo postar essa semana. ❤